Mau Hálito
O mau hálito, ou halitose, como é chamado pelos
especialistas, é a liberação de odores desagradáveis no ar que
é expelido pelos pulmões. É mais facilmente percebido pelas
pessoas próximas do que pela própria pessoa que sofre desse
mal. Isso se deve ao fato de que o nosso olfato adapta-se
rapidamente a qualquer cheiro constante, ou seja, a pessoa se
acostuma com seu hálito. Somente as pessoas que tem
períodos de mau hálito e períodos de normalidade é que
conseguem percebê-lo.
O mau hálito pode trazer sérios prejuízos à pessoa, tornando-a insegura ao se
aproximar de outros, causando ansiedade, resistência ao sorriso, baixo desempenho
profissional (quando o contato com outras pessoas é necessário), dificuldade em
estabelecer relações amorosas e até depressão.
Quando acordamos, é normal o hálito ficar desagradável. Isto acontece porque
nossas glândulas salivares reduzem sua produção ao mínimo durante o sono. Assim, a
saliva está reduzida e não realiza a sua função de “lavar” a boca. As bactérias que se
escondem em locais da boca sem oxigênio, se multiplicam, liberando substâncias ricas
em enxofre e causando aquele odor desagradável. Além disso, ficamos um tempo sem
ingerir alimentos. O jejum prolongado também altera o hálito. Mas a halitose matinal
deve desaparecer após a primeira refeição e higiene bucal. Também é normal que o
hálito fique alterado nas mulheres durante o período menstrual, na gravidez e na
amamentação.
A halitose pode ser um sinal de que
algo está errado no organismo. Ela pode
surgir no caso de doenças como diabetes,
gripe, sinusite, rinite, inflamação de
garganta, constipação intestinal (intestino
preso), dentre outras doenças. A ingestão
de bebidas alcoólicas e o cigarro também
são grandes causadores de mau hálito.
Sabe-se hoje, que o estômago tem
pouca participação na origem da halitose,
pois, em condições normais e de repouso,
não ocorre saída do conteúdo do
estômago. Somente em caso de eructações
(arroto) e de refluxo é que poderá haver
saída de gases com odor desagradável.
Alguns alimentos que ingerimos contêm substâncias odoríferas que, ao serem
absorvidas no intestino, serão liberadas pelos pulmões posteriormente, causando mau
hálito. Os principais são o alho, a cebola, alimentos gordurosos, frituras, azeitona, ovo,
salame, repolho, brócolis, couve-flor e temperos fortes. Então, no caso de tendência amau hálito, deve-se evitar esses alimentos.
Na maioria das vezes, o mau hálito tem suas causas na
boca. A cárie, a gengivite, a periodontite, restaurações
e próteses com problemas, higiene bucal deficiente e
diminuição da saliva, são algumas delas. Lembrando
que a maioria das pessoas se esquece de limpar a língua
a qual pode abrigar milhões de bactérias que liberam
substâncias compostas de enxofre causando o tão
temido mau hálito. Tudo isso pode ser resolvido com
hábitos corretos de higiene bucal e consultas periódicas
ao seu dentista para tratar possíveis doenças bucais.
Seu dentista vai lhe orientar sobre a técnica de higiene bucal adequada e vai lhe
encaminhar a um médico especialista se for necessário.
É muito comum o uso de artifícios para mascarar o mau hálito como o uso de bala
de hortelã e spray bucal. Estes recursos só disfarçam a halitose por alguns minutos e
podem piorar a situação em alguns casos, como as balas que possuem açúcar na sua
composição. Alguns enxaguantes bucais prometem milagres no tratamento da halitose.
Mas cuidado! Eles não devem ser usados indiscriminadamente. Alguns contem álcool em
sua formulação que causa irritação e descamação das células da mucosa bucal piorando
o mau hálito. Outros podem causar um desequilíbrio na microbiota bucal ou até mesmo
selecionar bactérias resistentes ou causadoras de doenças. Portanto, o enxaguante bucal
deve ser receitado pelo dentista.
O importante é saber que o mau hálito tem tratamento. Hoje já existem dentistas
e clínicas especializadas em halitose. Procure ter uma dieta saudável e equilibrada. A
ingestão de água adequada diariamente também é essencial.
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